Monday, September 14, 2009

Vamos pensar, vamos pensar...

Nosso tempo vive um momento estranho, em que parece não haver
encaixe muito certo deste tempo com o espaço que o envolve,
falamos em revolução, movimento, ruptura, mas não atuamos sobre
nenhum destes dados, falamos em educação para formar cidadãos
livres de convenções e preconceitos, e cada vez mais esbarramos
com educadores convencionais e preconceituosos, as grandes empresas educacionais apregoam sua abertura e atendimento diferenciado, quando o que querem é manter-se no topo de um mercado inflacionado e lucrativo, dizem que têm e procuram os melhores profissionais da área, em que um olhar
mais atento e aprofundado vai notar que melhor não implica uma didáctica ou um comportamento ético deste profissional mais sim um ser amorfo que coadune com princípios, muitas vezes duvidosos, institucionais, educacionais e até religiosos que somente visam o amoldar de tais profissionais ao seu próprio condicionamento de mundo, em visões de directores e coordenadores retrógrados e inflexíveis, que ao invés de medir as capacidades e conhecimentos de seus supostos melhores profissionais, dão preferência a uma investigação cínica da vida particular dos mesmos, estes por sua vez tentam disfarçar e esconder aquilo que na sua opinião afectaria de maneira negativa a opinião daqueles sobre sua conduta pessoal. Isto afecta de maneira mais directa os profissionais que não têm qualquer medo de ser seres humanos conscientes e preocupados com suas escolhas pessoais de vida, que de maneira nenhuma afectariam sua qualidade profissional e ética. Queremos crer, como educadores que somos, que nosso trabalho é o de melhorar a vida daqueles que connosco trabalham na construção de um saber, mas como construir, se as instituições e seus representantes coroados, nos cerceiam e nos afastam, não de acordo com os resultados do nosso trabalho, mas em conformidade às suas próprias convicções estranhas e bem pouco humanas.
Me aguardem...
Respeitosos cumprimentos de um Professor – sem muito orgulho disso!!!!







Layka – a Cadela que foi pró Espaço

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Monday, October 01, 2007

Coizinhas na Cozinha

Não estou interessado em falar nem em ouvir falar sobre os companheiros de ninguém, e não sou nada bom a fingir que estou interessado. Por isso digo logo que não me interessa. E não é um Rapaz, é toda e qualquer pessoa que possa estar envolvida emocionalmente com outra, não faço juízos das relações de ninguém. Cada um deve seguir, com suas relações, conforme lhe apeteça, a minha opinião é inútil e desnecessária. Faria juízos de qualquer maneira, assim, para evitá-lo, não falo nem ouço falar e tu, pessoa adulta e inteligente, devias, supostamente, entender a minha posição. Não quero falar com ninguém sobre ninguém, nem sobre ti, nem com o Príncipe Carlos sobre a Camila, nem com ninguém sobre outro alguém com quem tenha uma relação emocional. As relações e os comportamentos pertencem a cada um, e ninguém nunca os será capaz de decifrar...assim sendo, não vale a pena o tempo dispensado a ouvir nem a falar. A cada dia que passa torno-me niilista no que tange ás emoções de terceiros... sei das minhas e muito pouco, não posso ajudar a compreender aquilo que nem eu compreendo. As emoções são como a manteiga, a maioria passa-as em grossas camadas no pão ao pequeno-almoço, engolindo-as a seguir, para passar o resto do dia afrontado, não estou para aí virado. Deixei-me de lamúrias com relação ao que quer que seja, tornei-me ainda mais frio com relação aos dramas da plebe rude. Estou-me a cagar para a Maddie e as crianças desaparecidas em combate, estou-me a cagar para as mães, boas ou más. E as tias que tentam ser mais mães que as próprias e as mulheres que acham que a maternidade é divina, e as divindades que acham que o feminino é imaculado etc. Estou a deixar-me cada vez mais de conices e paneleirices, coisinhas e detalhes, sub intenções e subtextos. Adeus Shakespeare e suas Metafóricas Pirocas do Poder, Bem-vindo Genet e suas Objectivas Pirocas Desterradas. Morte à Ciência e à sua falta de Objectividade. Morte à Política e sua inexistente eficácia legalista. Não há mais conhecimento do que havia há 100 anos atrás, foi apenas manipulado para parecer novo, máscaras sociais de um saber em vias de apodrecimento. Tenho também escrito o meu Diário de Bordo, que pretendo publicar aos 45 anos de idade e que se vai chamar “Cais do Parto” ou “A Importância da Virgindade de Maria Santíssima para a Manutenção dos Lavores Arcaicos dos Países Subdesenvolvidos”. Nietzsche em Pastilhas e Kierkegaard na Veia... Panaceias Universais como o Alho, o Vinagre e o Limão. Busco Liquefazer o Papa e beber o Sumo Pontífice. Quero roubar todas as flores que são deixadas diariamente no túmulo de Lady Di e depositá-las, descaradamente, no de Madre Teresa de Calcutá. Já que Puta por Puta, prefiro a Santa. E deixar os Urros Ensandecidos da Urbe Asquerosa Morrer nos Ouvidos Como Ecos de Todas as Inúteis Revoluções Humanas, percebes? C’est comme ça, meinen lieben freunden.

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